12/11/2011

VAGAS DE ESTACIONAMENTO VIRAM PONTOS PARA MOTOTAXISTAS DE UBERLÂNDIA/MG

Muitos motoristas estacionam até em local proibido em Uberlândia.

A frota de veículos de Uberlândia cresce em média 10% a cada ano, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Mas os espaços para estacionamento, principalmente na área central da cidade, não acompanham o mesmo ritmo.

Faltam vagas para estacionar carros e também motos. No Centro, muitas vagas são ocupadas por motos de funcionários de lojas ou se transformam em ponto de trabalho para os mototaxistas. Quem não encontra lugar, às vezes estaciona em local proibido.

A lei que rege o trabalho dos mototaxistas existe, é federal e deveria ser regulamentada pelo município, mas de acordo com o secretário de Trânsito e Transportes de Uberlândia, Divonei Gonçalves, a Prefeitura não vai acatar porque foi considerada inconstituicional.

Fonte:g1.globo.com

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Gostaria de saber do Senhor Prefeito Odelmo, qual o motivo real para não regulamentar a categoria dos mototaxistas? Estes trabalhadores vão continuar na ilegalidade? Não seria mais lógico regulamentar ao invés de fazer vista grossa, permitindo que a categoria continue nas ruas prestando um serviço à população, como se nada estivesse acontecendo? Estes trabalhadores estão perdendo seus direitos reconhecidos pela Lei Federal 12009/2009. Sei que o município é quem decide pela REGULAMENTAÇÃO, mas, onde está o compromisso político com a classe trabalhadora e a população de Uberlândia?

A logomarca do seu governo diz: Prefeitura de Uberlândia – Nossa cidade cada vez melhor pra VOCÊ. SERA? Já pensou como seria importante para Uberlândia a regulamentação dos mototaxistas? Profissionais padronizados, com coletes de segurança, qualificados com o curso obrigatório da Resolução 350 CONTRAN, pontos demarcados e o que é melhor, prestando um serviço de qualidade aos usuários deste transporte indispensável nos dias de hoje.

Prefeito, cidade bem administrada, o TURISTA VOLTA.

E vocês, mototaxistas? Estão esperando o quê? LUTEM PELOS SEUS DIREITOS.

Fátima Canejo

PREÇO DE COLETES INFLÁVEIS É BARREIRA PARA OS MOTOTAXISTAS DE UBERABA/MG

O projeto de lei que prevê a obrigatoriedade do uso de colete inflável ainda não entrou em vigor. Mas, desde já, os mototaxistas revelam que existe uma grande barreira para aquisição do item de segurança: os preços desses coletes apresentam uma variação de R$1.500 a R$2.000.

Procurados pelo Jornal da Manhã, alguns profissionais afirmam estar de acordo com a iniciativa, que irá proporcionar mais segurança. No entanto, eles posicionam que o valor é muito expressivo. É o que relatam os profissionais Eduardo Júnior Ramalho da Silva e Agnaldo Rufino Alves. “Tem que ser feito um projeto desse estilo, mas que abranja toda a sociedade. Ninguém tem condições de arcar com o preço do colete. Eu tenho certeza que vai proporcionar mais segurança e tranqüilidade. Mas é muito oneroso”, posiciona Eduardo. “Eu acho que o item deveria ser mais acessível a todos. O preço é muito alto”, complementa Agnaldo.

Pelo projeto, as prefeituras, por meio de seus órgãos de fiscalização, poderão realizar as autuações. Além disto, as empresas que exploram a atividade de transporte com motocicletas ficam responsáveis pela aquisição e fornecimento dos coletes infláveis de proteção. Entretanto, outro mototaxista, que preferiu não ser identificado, acredita que os donos das centrais irão cobrar dos mototaxistas e também haverá repasse para os clientes. “Eles podem até adquirir, mas será repassado para o profissional e também para o cliente, que está no final do processo”, ressalta.

O projeto de lei, ainda em tramitação, entrará em vigor em 120 dias a contar da data de sua publicação. As estatísticas apontam que o número de acidentes envolvendo motociclistas cresce a cada ano no país. Segundo especialistas, o colete reduz em até 70% o risco de morte se usado junto com o capacete.

Fonte: Jornal da Manhã/ Repórter:João Fábio Sommerfeld

11/11/2011

COMISSÃO APROVA ISENÇÃO DE TRIBUTOS EM MOTOS PARA AGENTES DE SAÚDE

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (9) proposta que isenta de IPI, PIS/Pasep e Cofins as bicicletas e motos adquiridas por agentes de saúde e os agentes de combate a endemias (mata-mosquitos) na compra de bicicletas e motos de até 125 cilindradas.

A isenção não atinge as matérias-primas, a embalagem e o material secundário utilizados na fabricação desses produtos. Caberá ao Poder Executivo fazer a estimativa do montante da renúncia fiscal decorrente da proposta, caso seja transformada em lei. A proposta, que altera a Lei 10.865/04, ainda acaba com isenção do PIS/Pasep e da Cofins para próteses, artigos e aparelhos ortopédicos para fraturas.

O texto aprovado é um substitutivo do relator na comissão, deputado Amauri Teixeira (PT-BA), aos Projetos de Lei 902/11, do deputado Geraldo Resende (PMDB- MS), e 949/11, do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE).

Pelo texto, as motos devem ser adquiridas pelas prefeituras, pelos agentes comunitários de saúde e os de combate às endemias ou pelos respectivos órgãos de classe estaduais. A proposta original previa a aquisição apenas pelos próprios agentes. Já as bicicletas deverão ser compradas pelas prefeituras ou pelos agentes. No primeiro projeto, o direito também era restrito aos agentes. “Acreditamos que o executivo municipal também deve gozar das mesmas isenções para incentivar a aquisição dos bens para uso dos agentes”, disse Amauri Teixeira.

Vínculo exclusivo
O substitutivo inclui ainda a obrigatoriedade de comprovação de vínculo exclusivo de trabalho dos agentes com o Sistema Único de Saúde (SUS) e proíbe a venda, pelo prazo de três anos depois da compra, dos veículos adquiridos com a isenção. Nesse período, se os agentes venderem a moto ou a bicicleta a outra pessoa que não seja profissional da mesma área, deverão pagar os valores atualizados dos tributos. Em caso de fraude, o vendedor ficará sujeito à multa e juros de acordo com a legislação em vigor.

Amauri Teixeira lembra que os agentes enfrentam dificuldades de transporte diárias, pois têm de se deslocar em áreas rurais e periféricas carregando equipamentos e outros materiais de trabalho. “O trabalho incansável desses profissionais tem gerado uma melhora significativa nos indicadores de saúde”, disse o parlamentar.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Fonte:Agência Câmara de Notícias/Reportagem – Tiago Miranda/ Edição – Paulo Cesar Santos

PREFEITURA PROMOVE O 1° ENCONTRO DE MOTOTAXISTAS DE JUAZEIRO DO NORTE/CE.



A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde, promoveu nesta terça-feira, 8 de novembro, no auditório da Faculdade Leão Sampaio, o I Encontro de Mototaxistas de Juazeiro do Norte, tendo como tema do encontro o projeto “Romeiros da Paz”: Construindo a Cultura de Paz, Saúde e Cidadania.

O evento reuniu coordenadores do programa e, praticamente, todo corpo técnico da Secretaria de Saúde, representantes de secretarias parceiras, como Cláudio Luz, secretario de segurança, Tânia Paiva da Secretaria de Governo, além de representantes de entidades classistas, subprefeitos, articuladores sociais, mototaxistas, motociclistas, dentre outros.

“A saúde é uma prioridade para administração do prefeito Dr. Santana/PT, que trabalha para realizar ações de promoção de atenção especial à saúde e prevenção de doenças, com o compromisso de garantir a melhoria da atenção básica, do atendimento ao usuário e proporcionar aos juazeirenses uma assistência integral em todos os seus níveis de complexidade”, falou a Dra. Maria da paz, coordenadora do programa.

Para Maria Iracema Mariano, coordenadora do Grupo de Mobilizaço Social, atualmente, a violência no trânsito se transformou em um problema recorrente e grave para a saúde pública. Os acidentes representam modernas epidemias que atinge diversos municípios, em todo o Brasil. Motivo que vêm elevando, consideravelmente, os gastos com a saúde pública. Fato que poderia ser evitado com a adoção de medidas simples que podem resultar num futuro próximo na redução da violência no trânsito.
Segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM, 2009) da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), as mortes por causas externas só tem aumentado em Juazeiro. É flagrante o aumento do índice de violência no trânsito. Principalmente, envolvendo motociclistas em acidentes graves. Cidadãos que perdem a vida ou sofrem sequelas, na maioria das vezes irreversíveis.

Situação que provocou a criação de políticas como o projeto “Romeiros da Paz”, que foi implementado para reduzir a mortalidade por acidentes de trânsito, prevenir da violência e estimular à cultura de paz. Para desenvolver uma consciência preventiva no trânsito entre os participantes foram ministradas palestras, ilustradas com exibição de documentários para facilitar a compreensão do público.

O momento foi dividido em quatro eixos temáticos com a exposição de pautas relacionadas à violência no trânsito e suas conseqüências, além de noções básicas de segurança:

TEMA 1: Estatísticas no Trânsito e Direção Defensiva
Palestrante: Edimário José Araújo- Membro do Setor de Educação para o Trânsito do Demutran

TEMA 2: Dados Epidemiológicos
Palestrante :Iara Sales, enfermeira o Departamento de Vigilância a Saúde.

TEMA 3: Álcool e Direção
Palestrante:Márcia Úrsula de Castro Menezes- Terapeuta Ocupacional do CAPS–AD de Juazeiro do Norte

TEMA 4: Legislação no Trânsito
Palestrante: Dr Bernardo Oliveira – representando a OAB

Para completar o evento foi aberta uma discussão com a inscrição dos participantes, que puderam dirimir suas dúvidas com os palestrantes. No final foram sorteados 20 capacetes e servido um coquetel.

Fonte:Prefeitura de Juazeiro do Norte/Ceará

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COMENTÁRIO DE FÁTIMA CANEJO

Parabéns ao Prefeito Santana/PT e sua equipe pela iniciativa e apoio a categoria dos trabalhadores sobre 2 rodas. É desta forma que poderemos mudar a violência no trânsito, informando, educando e qualificando. Estas ações devem ser contínuas para obtermos sucesso e atingirmos o objetivo proposto. Espero que dentro em breve Juazeiro do Norte também esteja qualificando esta categoria com o curso obrigatório da Resolução 350 do CONTRAN. Tenho certeza que após o curso estes trabalhadores estarão qualificados e aptos a prestarem um serviço de qualidade à população. Contribuindo assim, para elevar o nome da cidade de Juazeiro do Norte do PADRE CÍCERO. Uma cidade bem cuidada e prestadores de serviço qualificados, O TURISTA SEMPRE VOLTA!

Fico feliz com a ação política e torço para que sirva de exemplo para os demais prefeitos das cidades vizinhas, que até agora está apenas na promessa de regulamentação. É UMA VERGONHA A FALTA DE COMPROMISSO POLÍTICO! O CRATO ESTÁ MUITO LONGE DE CHEGAR NESTE ESTÁGIO. O QUE É UMA PENA! MAS CONTINUAREI LUTANDO PARA MUDAR ESTA REALIDADE CAÓTICA.

Fátima Canejo

DÉCADA DE PRESERVAÇÃO DA VIDA NO TRÂNSITO 2011/2020, POR DR. DIRCEU RODRIGUES ALVES JR.

Ações políticas, leis, resoluções precisam ser criadas, integradas, outras modificadas, tudo num curto espaço de tempo para que possamos acompanhar com sucesso o programa de preservação da vida proposto pela ONU.

Atitudes drásticas precisam ser tomadas em nosso país para cumprirmos o que preconiza a ONU (Organização das Nações Unidas) que é a redução dos acidentes de trânsito. Hoje eles atingem 1.300.000 óbitos e 52 milhões de vítimas em nosso planeta.

Não tenho dúvida que a primeira ação brasileira deve ser atuante na educação, seleção e formação do condutor.
A educação de trânsito prevista no Código de Trânsito Brasileiro desde 1997, se aplicada, ou melhor, colocada em prática desde a pré-escola (cinco anos) até os dezoito anos não tenho dúvida que nos treze anos de aplicação teremos mudança radical da cultura não só do motorista, mas do pedestre, do usuário do transporte, motociclista, em fim da sociedade como um todo. Essa é a necessidade básica de nossa população para a mudança radical na cultura da mobilidade.

Na seleção há necessidade de uma avaliação mais abrangente com relação ao estado psicológico e mental dos candidatos. Isto tem que ter profundidade, maior tempo de avaliação com protocolos e diretrizes construídas pelos profissionais da área com objetivo de excluir o futuro condutor que não respeita a sinalização, que tem compulsão para velocidade, que tem no veículo um escudo, carapaça ou mesmo como objeto de conquista, não o vendo como equipamento para sua mobilidade. É esse indivíduo que no trânsito vai desencadear distúrbio comportamental de leve a grave comprometendo o bem estar físico e mental daqueles que estão no infortúnio do trânsito dos grandes centros.

A Carteira Nacional de Habilitação é uma concessão do estado e que pode e deve ser retirada diante das aberrações que presenciamos no dia a dia.

Há que se ter altivez e vontade política para que mudanças radicais sejam colocadas rapidamente em atividade.

Além dessa avaliação médica aprofundada nos seus detalhes temos que entender a necessidade de termos uma formação de condutores com mais exigências, com maior tempo de instrução e quando liberados terem uma fiscalização mais rígida.

Não se pode entender que desenvolvendo velocidade entre 30 a 40 km/h no trânsito, fazendo o que chamam baliza (estacionar o veículo), parando num aclive sem deixar o veículo recuar, o candidato possa ser aprovado e lançado no tráfego como conhecedor pleno da direção veicular. Positivamente isso não é verdade. Debutará no trânsito com extremo estresse e em conseqüência estará sujeito a acidentes. O pobre coitado desconhece coisas básicas como os fatores de risco inerentes ao veículo, às vias, as condições climáticas, ao usuário, pedestre e tantos outros. A inexperiência o levará certamente a adaptar-se no meio adquirindo sérios vícios que irão desencadear outros, mais outros, e pior, jamais retornará para uma reciclagem, não terá uma educação continuada, evoluindo para uma direção repleta de erros que serão eternos.

Impõem-se a ampliação do tempo de aprendizagem teórica e prática. A educação de trânsito defensiva, evasiva e a utilização de todos os meios existentes no veículo bem como conhecer as ações física, química, biológica, ergonômica, conhecer a cinemática do trauma. Quem dirige um veículo precisa conhecer leis básicas da física. É necessária também a conscientização do que é a máquina sobre rodas. Sua utilização, seus perigos, suas limitações, etc.

Será que o motorista sabe por que o veículo capota, porque rodopia, diferença entre os vários tipos de impacto, obstáculos fixos, móveis, colisões em geral, o que acontece com o passageiro, pedestre e com a sociedade? Quais são as rotas de fuga do veículo no momento de um acidente?

Faz-se necessário a introdução de simuladores de direção veicular na formação, educação continuada e até na mudança do tipo de veículo. A tecnologia nos permite fazer simuladas todas as situações adversas. Ao sair desses equipamentos irem para uma pista específica onde se colocaria em prática todo treinamento.

O que representa o mau uso do veículo para o Estado e a sociedade como um todo?
Custa ao Estado, resgate, hospitalização, evolução em UTI e enfermaria, óbitos, incapacidades temporárias e definitivas. As vítimas deixam de produzir. A faixa etária média de aparecimento dos danos é em torno dos 32 anos. Hoje o brasileiro tem, em decorrência da lei, vida produtiva até os 65 anos. Vemos que deixamos ter produção por morte ou seqüelas por 33 anos. Prejuízo inestimável para o país. Lembro que temos no nosso quadro estatístico 38.000 óbitos, 110.000 sequelados no último ano.
Devo mudar o tipo de veículo sem conhecer profundamente suas características?
Todo curso tem uma pós-graduação. Nenhum é suficientemente bom para colocar de imediato o indivíduo no meio, é necessária na direção veicular uma especialização no tipo de máquina que vai conduzir. Um estágio supervisionado. A tecnologia evolui de maneira assustadora e temos convicção que muitos dos nossos motoristas não sabem operar seus veículos de maneira ideal. Consumo, queima de combustível, ruído produzido, transtornos causados ao meio ambiente, tudo isso acontece com o total desconhecimento, falta de ensinamento.

Temos que concluir, sem dúvida, que melhor seleção, educação e formação é o tripé básico para qualquer iniciativa com objetivo de respeitar a orientação da Organização das Nações Unidas.

Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET
www.abramet.org.br
dirceurodrigues@abramet.org.br

ONG DO PDT SUPERFATURA COMPUTADORES E LANCHES NO TRABALHO

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou um rombo de R$ 249 mil na compra de lanches em prestação de contas de duas Organizações Não-Governamentais (ONGs) ligadas ao PDT e contratadas pelo Ministério do Trabalho para capacitar motociclistas em Goiás. Produzido por técnicos do tribunal, o relatório constatou também gastos acima do valor de mercado no aluguel de equipamentos de informática.

O iG teve acesso à integra do relatório. Por R$ 5,2 milhões, a Federação Interestadual dos Mototaxistas e Motoboys Autônomos de Goiás (Fenamoto) e o Sindicato dos Trabalhadores de Condutores de Veículos de Duas Rodas (Sindimoto) fizeram convênios com a pasta do Trabalho. As duas entidades são ligadas ao PDT, partido cujo presidente licenciado é Carlos Roberto Lupi, ministro do Trabalho. Desde o dia 26, o iG tem publicado reportagens sobre a atuação de ONGs na pasta. Hoje Lupi será ouvido sobre o assunto em audiência na Câmara dos Deputados.

A Fenamoto e o Sindimoto têm entre seus fundadores o ex-vereador Robson Alves Paulino. Segundo o Sistema de Informações Sindicais do próprio Ministério do Trabalho, ele é o presidente da Fenamoto. Até meados de março deste ano, Paulino era o tesoureiro do diretório regional do PDT de Goiás. O iG procurou o dirigente sindical na Fenamoto, mas ele não deu retorno até a publicação desta reportagem.

Em 2010, o diretório goiano pededista sofreu um intervenção e foi presidido por Marcelo Panella, tesoureiro nacional do PDT. Panella é o principal braço financeiro do partido e homem de confiança de Lupi. Até agosto de 2011, ele foi chefe de gabinete do ministro do Trabalho. Acabou demitido em meio às suspeitas de que achacou ONGs que prestaram serviços à pasta. Em entrevistas, Panella tem negado todas as acusações e diz que deixou a pasta “por questões pessoais”.

Lanches

Na prestação de contas dos dois convênios em Goiás, o TCU verificou que a quantidade de lanches (os técnicos tratam como unidades de alimentação) distribuída é superior ao número de alunos dos cursos de capacitação. Do Sindimoto é cobrada a devolução de R$ 200 mil. Da Fenamoto, os técnicos reclamam a não comprovação de R$ 48,4 mil gastos.

“Considerando esses 2.472 alunos, que teriam 200 horas/aula, com uma carga diária e 5 horas/aula, teríamos o total de 98.880 u.a (unidades de alimentação) que deveriam ter sido fornecidas. Da diferença entre as 162.540 u.a. e as 98.880 u.a, apura-se um débito de R$ 200.529,00”, diz trecho do relatório produzido por técnicos do TCU.

No convênio com a Fenamoto, a mesma constatação é feita. Há um número de lanches incompatível em relação à quantidade de alunos: “Assim, se há no cadastro do convênio 931 alunos, o que diminuiria as unidades de alimentação fornecidas, haveria um débito de R$ 48.436,75, pois em vez de 52.715, deveriam ter sido fornecidas, apenas, 37.240 u.a”.

Equipamentos de informática

De acordo com relatório do TCU, a Fenamoto alugou projetores, notebooks e impressoras com valores acima do mercado. “Os valores pagos pelo aluguel superam os valores para aquisição de equipamentos similares”, diz o relatório.

“Observa-se que a Fenamoto pagou pela locação de cada equipamento, para os dias contratados, os seguintes valores: R$ 4.400,00 por projetor, R$ 550,00 por notebook e R$ 3.300,00 por impressora”.

De acordo com a fiscalização, a entidade também não identificou a marca dos equipamentos. “Não obstante a falta de informações sobre os equipamentos alugados, como marca e modelo, o que impossibilitou efetuar orçamento exato das locações”, relatam os técnicos do TCU.

Além dos problemas identificados com equipamento de informática e compra de lanches, os técnicos do TCU listaram outras irregularidades como “o pagamento de despesas em duplicidade e de despesas sem respaldo legal; pagamentos de serviços de transportes não prestados; e contratação direta de serviços advocatícios sem demonstração de singularidade do objeto”.

O iG procurou os dirigentes da Fenamoto e do Sindimoto, mas até a publicação desta reportagem eles ainda não haviam se manifestado. O portal também encaminhou questionamentos ao Ministério do Trabalho. Até agora não houve resposta.

Fonte:www.paulinianews.com.br

DETRAN OFERECE CURSO PARA MOTOTAXISTAS DA GRANDE BELÉM



Com o objetivo de capacitar mototaxistas e garantir a segurança no trânsito de condutores e passageiros, o Departamento de Trânsito do Estado (Detran) iniciou nesta segunda-feira (7) um curso especializado para mototaxistas, no Instituto de Ensino de Segurança Pública do Pará (Iesp). O treinamento atende à Resolução nº 350/ 2010, do Conselho Nacional de Trânsito, que institui a atividade como obrigatória aos profissionais da categoria.

A primeira turma é formada por profissionais dos municípios de Ananindeua e Marituba, na região metropolitana de Belém. A partir de 2012, os demais municípios do Estado, onde a atividade é regulamentada, também receberão o curso, que também pretende padronizar as ações no trânsito dos profissionais condutores de motocicletas e motonetas, a fim de reduzir os acidentes no trânsito.

Segundo dados do Detran, em 2010 o Pará contabilizou 592 mortes envolvendo acidentes com motos e mais de seis mil feridos. Até julho deste ano, foram registradas cerca de 480 mil motocicletas, 70 mil somente em Belém. “Passamos a eles a importância de se adotar um comportamento seguro, de usar teoria na prática no dia a dia. Às vezes os próprios passageiros se recusam a usar o capacete, alegando várias coisas”, explica a instrutora Janaína Barbosa.

“Assim como eles vão ser cobrados pela fiscalização, também têm o dever de chamar a atenção dos usuários para o cumprimento da lei. Com isso, eles estarão preservando vidas e conquistando respeito como profissional, até mesmo dessa população, pois estarão oferecendo um serviço de qualidade e diferenciado”, continua ela.

Trabalhando há seis anos com a atividade, Francisco de Oliveira, 44 anos, que está fazendo curso, diz que a difusão entre os mototaxistas vai ajudar a reduzir a desconfiança da população com a categoria. “Todos deveriam fazer. Além de nos sentirmos mais seguros, a própria população também se sente. Existe um estigma muito grande com os mototaxistas, porque muitos acabaram usando da atividade para fazer coisas erradas. A população ficou preocupada. Com a fiscalização e a própria consciência segura do condutor e do usuário é possível reverter isso”, declara.

Para Daniele Kristma, 20 anos, que usa diariamente o serviço, o curso trará efeitos positivos nos serviços prestados pelos condutores. “Essa é uma boa iniciativa. Às vezes, até mesmo o passageiro não tem consciência dos riscos a que ele está exposto ao não usar os itens de segurança. Com o mototaxista tendo essa consciência, caso um passageiro não queira usar um capacete, por exemplo, ele estará ciente da responsabilidade. Para dar certo, também é preciso fiscalizar”, diz.

O Curso terá a seguinte estrutura:

Módulo I – Básico - carga horária: 20h.

Ética e Cidadania na atividade profissional:3h

Noção básica de legislação:7h

Gestão do risco sobre duas rodas:7h

Segurança e Saúde:3h

Módulo II- Legislação Específica - carga horária:5h

Atendimento ao cliente

Transporte de Cargas

Legislação Específica

Módulo III- Prática de pilotagem profissional - carga horária:5h.

Prática veicular de Cargas

Prática veicular de Pessoas

Fonte: Agência Pará de Notícias/Fotos Eliseu Dias/Amanda Engelke – Secom

10/11/2011

MOTOTAXISTAS DE RIO BRANCO/ACRE APRESENTAM NOVO PADRÃO DOS COLETES DE IDENTIFICAÇÃO

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTRANS) realiza na manhã desta quinta-feira, 03, em conjunto com o Sindicato dos Mototaxistas de Rio Branco (SINDMOTO) a apresentação do novo padrão para os coletes de identificação a serem utilizados pelos permissionários do serviço de moto-táxi e condutores auxiliares de Rio Branco. O novo modelo atende exigência do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), que através da Resolução nº. 356/2010 instituiu regras para o novo padrão.

“Após várias reuniões mantidas entre o Conselho Diretor da RBTRANS e representantes do Sindmoto, chegamos a um consenso de padronização dos novos coletes. Um dos principais objetivos dessa mudança é oferecer mais segurança aos usuários do serviço de moto-táxi, visto que o novo colete segue padrões de produção do INMETRO e utiliza faixas refletivas de alta visibilidade, que facilitam a identificação por parte dos usuários. É importante ressaltar que ficou acordado com a categoria que até janeiro de 2012 estaremos com a substituição dos coletes finalizada, tendo em vista que a confecção é demorada e os custos para produção são elevados”, destacou Ricardo Torres, Superintende da RBTRANS.

Os novos coletes refletivos vão seguir normas do Contran em sua confecção e deverão conter as seguintes especificações:

- Corpo em tela emborrachada na cor amarela com abertura total nas laterais;

- Faixas refletivas, conforme disposto no Anexo I da Portaria RBTRANS nº 049/2011;

- Fitas laterais de 30 mm de largura, na cor preta e com abotoaduras em material plástico ou similar, do tipo engate rápido;

- Na frente, porta–crachá nas dimensões 10x12cm, em plástico transparente com espessura de 0,2mm, na parte inferior à esquerda;

- Na costa, inscrição do número da permissão nas dimensões de 6x14cm, com numerais na cor preta e em fundo amarelo, bem como a inscrição “MOTOTÁXI” com dimensões de 7x30cm e a frase “SINDMOTO/RBTRANS” nas dimensões 2,2X30cm, com letras na cor preta e em fundo amarelo.

“A substituição dos coletes atuais pelos novos, vai de encontro a um anseio do Sindicato dos Mototaxistas de Rio Branco, pois devido a grande incidência de roubo, furto, perda e desgaste natural desse uniforme de identificação, era necessário a substituição, agora com esse formato mais moderno e com mais especificações técnicas, fica mais difícil de ser falsificado e utilizado por clandestinos”, destacou Pedro Mourão, Presidente do Sindmoto.

Em Rio Branco, existem 517 permissionários aptos a prestarem o serviço de moto-táxi para a comunidade.

Fonte:www. acrenoticia.com

IMAGENS FLAGRAM MOTOCICLISTAS NA CONTRAMÃO NO INTERIOR DO CEARÁ

Um morador filmou motociclistas dirigindo na contramão no cruzamento das ruas Conceição e São Paulo, em Juazeiro do Norte, principal cidade do Sul do Ceará. A maior parte das imagens envolvem mototaxistas. Em um dos flagrantes, um mototaxista segue na contramão com mais duas pessoas na garupa, entre elas, uma criança.

Segundo o morador que enviou as imagens para equipe da TV Verdes Mares, em Juazeiro do Norte, o local é sinalizado, mas os agentes de trânsito não aparecem com frequência. De acordo com o diretor do Departamento Municipal de Trânsito, o cruzamento é considerado um dos pontos mais críticos da cidade e, frequentemente, agentes multam os motoristas irregulares.

Fonte:Do G1 CE, com informações da TV Verdes Mares Cariri


09/11/2011

MORTES POR ACIDENTES COM MOTOCICLISTAS TRIPLICAM EM NOVE ANOS NO PAÍS

Por ano, morrem mais de dez mil motoqueiros. É fácil flagrar infrações de motos. Segundo especialistas, é necessário aumentar muito a fiscalização.

Ao lado do médico Dirceu Alves, diretor da Associação Brasileira de Medicina do Trânsito, os repórteres Rodrigo Alvarez e Láercio Domingues passaram uma hora acompanhando as manobras dos motoqueiros.

O que mais chama a atenção é algo permitido pelo Código de Trânsito brasileiro: os motoqueiros inventaram uma nova faixa, pelo meio dos carros.

“Foi tirado do Código um artigo que dizia que o motociclista tinha que andar ocupando o espaço como se fosse um espaço do carro”, afirma Dirceu Alves. Diante disso, não é difícil de entender por que morrem mais de dez mil motoqueiros por ano em todo o Brasil.

“Nós podemos caracterizar isso como uma doença epidêmica negligenciada pelos governos. Há necessidade de providências rápidas com intuito de se mudar o comportamento hoje com fiscalização e punição”, afirma o médico.

Para tentar melhorar esse problema em São Paulo, a prefeitura há alguns anos começou a construção de motofaixas em caráter experimental. Os motoqueiros teoricamente só podem transitar por elas, mas basta observar alguns minutos para perceber que não é assim que funciona.

O número de acidentes não diminuiu e a prefeitura de São Paulo não tem previsão pra novas motofaixas. Especialistas dizem que só com um forte aumento da fiscalização será possível reduzir o número de acidentes.

O instituto de ortopedia do Hospital das Clínicas em São Paulo recebe a cada dia, no mínimo, três motoqueiros em estado grave. A fratura exposta no tornozelo interrompeu por três meses a vida de um motoqueiro cheio de sonhos.

“Eu sempre gostei muito de moto, desde criança, a gente nunca pensa que vai acontecer com a gente”, diz Wilson Cardoso, estudante.

“Para cada morte, existem mais quatro que vão ter seqüelas graves. Casos inclusive de amputação, de lesão neurológica grave, que o indivíduo vai arrastar para o resto de sua vida”, declara Marcelo Rosa de Rezende, ortopedista do Hospital das Clínicas - SP.

E se palavras não bastam, imagens gravadas todos os dias não deixam dúvida de que você motoqueiro, é frágil demais.

Fonte: Globo.com/Jornal Hoje