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20/05/09

MOTOTAXISTAS DE FORTALEZA/CEARÁ ALMEJAM TAXÍMETROS


ANDRÉ SANTIAGO - MOTOTAXISTA DE FORTALEZA/CEARÁ

PREÇO DE CORRIDA É NEGOCIADO NA HORA COM CLIENTES

18/05/2009 / 10:54

Para a maioria, a profissão surgiu como uma alternativa para fugir do desemprego. Não havia nenhuma exigência. Hoje, não. Para ser mototaxista, os interessados precisam fazer um curso e cumprir algumas exigências.

Amarelo na farda e na cor da moto. Profissão: mototaxista. Fácil não é, mas André Santiago, experiente no táxi sobre duas rodas, garante: trabalho não falta.

José Batista já vestia a bata de mototaxista antes mesmo do serviço ser regulamentado em Fortaleza. Na época, há 13 anos, a profissão foi uma saída para o desemprego. Hoje, ele considera o trabalho arriscado e toma muitos cuidados para se defender da violência.

Para ser um deles, é preciso mais do que uma bata e uma moto amarela. Em Fortaleza, o serviço de táxi em motocicletas foi oficializado em 1998. Na época, uma licitação abriu 2.209 vagas. Até hoje, nenhuma outra licitação foi realizada. Por isso, para entrar no serviço, é preciso conseguir a transferência de uma vaga. A Etufor cobra uma taxa de R$ 156 pelo serviço de transferência.

O mototaxista precisa ser maior de 21 anos, ter carteira de habilitação na categoria “A” e motocicleta própria. O veículo tem que passar por uma vistoria. O custo é de mais de R$ 49. Outra exigência da Empresa de Transportes Urbanos é um curso de formação oferecido pelo SEST/SENAT ou escolas particulares. São 40 horas-aula de temas como legislação, primeiros socorros e direção defensiva. O preço médio é de R$ 100.

Além de apresentar todos os documentos pessoais como carteira de identidade, CPF e comprovante de residência, os profissionais tem que ser inscritos como trabalhadores autônomos e contribuir com o Imposto Municipal sobre Serviços. Também são exigidas certidões negativa e das justiças Militar e Federal.

Há 12 anos como mototaxista em Fortaleza, João Castelo confessa que a profissão é exaustiva. A recompensa vem quando os turistas agradecem pelo serviço e até pedem para fotografar ao lado da moto. É que em algumas capitais do Brasil, ainda não existe o táxi de moto.

Como em um ponto de táxi, os mototaxistas também se organizam em uma fila, e cada um espera a vez para levar o passageiro. Segundo eles, em um dia bom de corridas, o mototaxista pode faturar até R$ 50. Por mês, o mototaxista que trabalha oito horas por dia fatura em média dois salários mínimos. A luta desta categoria agora é para colocar taxímetros nas motos. Até hoje, o preço das corridas é negociado na hora, com os clientes.
Fonte:TV VERDES MARES

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